As operações federais de retirada de invasores de terras indígenas realizadas desde 2023 e mantidas ao longo de 2025 causaram prejuízo estimado de R$ 902 milhões a atividades ilegais e alcançaram áreas habitadas por mais de 60 mil indígenas em estados da Amazônia Legal, incluindo Roraima.

As ações tiveram como foco o combate ao garimpo ilegal, ao desmatamento e a outras atividades criminosas em territórios indígenas. Em 2025, houve operações iniciadas ou mantidas nas terras indígenas Yanomami, Munduruku, Arariboia, Kayapó e Uru-Eu-Wau-Wau.

De acordo com o balanço apresentado, os prejuízos se referem principalmente à apreensão ou destruição de estruturas usadas na logística das atividades ilegais. Foram recolhidos cerca de 250 quilos de ouro, 2.537 motores de garimpo, 355 mil litros de óleo diesel, 948 acampamentos, 1.700 edificações, 138 máquinas pesadas, 320 embarcações e 44 aeronaves.

As operações envolveram mais de 20 órgãos federais e foram realizadas em cumprimento a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 709, que trata da proteção de terras indígenas.

Com informações da Casa Civil/PR