O empresário do garimpo Rodrigo Martins de Mello, conhecido como Rodrigo Cataratas, afirmou que o filho dele, Celso Rodrigo de Mello, foi preso pela Polícia Federal neste sábado (13), no âmbito da investigação que apura a fuga do deputado federal Alexandre Ramagem. As informações foram divulgadas por meio de nota da assessoria do empresário.

Segundo o comunicado, o mandado de prisão foi cumprido em Manaus, no Amazonas, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A investigação apura possíveis auxílios logísticos relacionados à saída de Ramagem do país.

“A Polícia Federal cumpriu, neste sábado, em Manaus [AM], mandado de prisão contra Celso Rodrigo de Mello, filho de Rodrigo Cataratas, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, no âmbito de investigação relacionada à apuração sobre a suposta fuga do deputado federal Alexandre Ramagem”, diz a nota.

Rodrigo Cataratas afirmou que o filho é inocente e que a defesa pretende recorrer da decisão judicial.

“A assessoria reforça a importância do respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência, destacando que qualquer conclusão antecipada não condiz com os fatos”, acrescenta o texto.

O advogado Augusto Mendes Araújo, que atua na defesa, disse que ainda não teve acesso à decisão.

“Não fomos ainda habilitados no processo e não tivemos acesso à decisão que determinou a prisão, mas a defesa possui um comprometimento de colaboração à investigação junto ao ministro relator”, afirmou. Segundo ele, foi solicitado um despacho para esclarecimento dos fatos.

Rodrigo Cataratas atua no garimpo em Roraima e na Guiana. No fim de novembro, após reportagens da imprensa roraimense apontarem que ele estaria sendo investigado pela Polícia Federal por supostamente ajudar Ramagem, o empresário divulgou um vídeo negando as acusações e alegando perseguição.

Além da investigação atual, Rodrigo Cataratas é réu em ações na Justiça Federal relacionadas à exploração ilegal de ouro em Roraima. Em janeiro de 2024, ele foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por suspeita de financiar ataques contra equipamentos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em 2021.

Celso Rodrigo de Mello também já havia sido preso em 2022, suspeito de exploração ilegal de ouro na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, sendo solto dias depois.

Com informações de O Globo