Gestores dos municípios de Roraima têm até 13 de março para renovar ou aderir ao Mais Médicos, conforme edital disponível desde esta quarta-feira (4). A medida permite que prefeituras solicitem vagas de profissionais para atuação na atenção primária à saúde.

De acordo com as regras do chamamento, os gestores municipais interessados em renovar ou participar do programa podem solicitar vagas por meio do edital publicado. A iniciativa busca ampliar o alcance da ação em todo o país e contemplar a recomposição das vagas já existentes.

O edital também possibilita que municípios que ainda não aderiram ao Mais Médicos confirmem vagas com base nos critérios de nota técnica estabelecidos pelo Ministério da Saúde, de acordo com a necessidade de profissionais em cada localidade.

Com isso, novas cidades poderão passar a contar com médicos atuando na atenção primária. A formalização da adesão deve ser feita pelas prefeituras dentro do prazo estabelecido.

O número exato de vagas destinadas à reposição será definido após o processo de renovação da adesão dos municípios que possuem vagas ociosas e a confirmação dessas vagas pelas administrações municipais.

Já o total de postos destinados a novos municípios ficará limitado à quantidade máxima de vagas atualmente existente no programa. O Ministério da Saúde informa que a reposição de desistências ocorre de forma constante por meio de editais para preenchimento dessas vagas.

O Distrito Federal e os municípios que participam devem manter os dados cadastrais atualizados, inserir e apresentar a documentação exigida dentro dos prazos definidos, cumprir o cronograma oficial e acompanhar regularmente as informações divulgadas no site https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sgtes/mais-medicos.

Acesso à atenção primária

Com a meta de alcançar 28 mil profissionais até 2027, o Mais Médicos garante assistência a cerca de 67 milhões de pessoas em todo o país. Atualmente, mais de 27 mil médicos atuam em 4,5 mil municípios.

Segundo dados do Ministério da Saúde, Roraima conta atualmente com 332 profissionais ativos atuando no programa.

Entre as cidades atendidas em todo o país, 1,7 mil apresentam altos índices de vulnerabilidade social, o que reforça o foco da iniciativa na redução das desigualdades e na ampliação do acesso à atenção primária.

A presença desses profissionais fortalece as equipes de saúde da família, amplia a oferta de consultas e contribui para a melhoria dos indicadores de saúde nos territórios mais carentes.

Além disso, o programa também promove a formação e qualificação dos profissionais por meio de parcerias com instituições de ensino.