O período do vazio sanitário da soja termina nesta quarta-feira (18), em Roraima, liberando oficialmente o início da semeadura da safra 2026. A medida permite que os produtores comecem o plantio, desde que respeitadas as condições climáticas adequadas.

A Portaria nº 1618 da Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr), publicada em setembro de 2023, estabelece que o calendário oficial de plantio da soja no estado ocorre entre 19 de março e 26 de junho. Alterações definidas pelo Ministério da Agricultura serão comunicadas oficialmente aos produtores.

O vazio sanitário é uma estratégia fitossanitária adotada para conter a disseminação da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais agressivas da soja. Durante esse período, é proibida a presença de plantas vivas de soja no campo, interrompendo o ciclo do fungo Phakopsora pachyrhizi.

O governador Antonio Denarium (PP) destacou a importância econômica da cultura no estado.

“A soja tem apresentado um crescimento bastante expressivo nos últimos anos. Esse avanço fortalece a produção agrícola, gera emprego e renda e consolida o estado como uma nova fronteira produtiva do país”, afirmou.

Segundo Marcelo Parisi, presidente da Aderr, o vazio sanitário garante a quebra do ciclo da ferrugem asiática.

“Essa medida reduz significativamente a presença da praga nas lavouras, facilita o manejo da cultura e garante mais produtividade e rentabilidade ao produtor. Agora, os produtores já podem iniciar o plantio da safra 2026 assim que houver condições climáticas favoráveis”, explicou.

O período de vazio sanitário é obrigatório e impede que qualquer planta de soja seja cultivada ou mantida em campo, sendo recomendado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A prática interrompe o ciclo do Phakopsora pachyrhizi, prevenindo prejuízos causados pela desfolha precoce e garantindo a formação adequada dos grãos.

Marcos Prill, diretor de Defesa Vegetal da Aderr, alertou que, embora o controle químico com defensivos seja eficaz, o uso contínuo pode gerar resistência do fungo, reforçando a importância de medidas preventivas.

A ferrugem asiática, presente no Brasil desde 2001, foi registrada oficialmente em Roraima em 2021, em propriedades nos municípios de Alto Alegre e Iracema, após análises laboratoriais do Ministério da Agricultura.