Roraima encerrou o quarto trimestre de 2025 com a menor taxa de desemprego da série histórica e número recorde de pessoas ocupadas, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados pela Secretaria de Planejamento e Orçamento (Seplan).
O estado registrou taxa de desocupação de 4,7%, índice abaixo da média nacional, que foi de 5,1%. O desempenho coloca Roraima entre as menores taxas de desemprego da Região Norte.
Ao todo, 302 mil roraimenses estavam empregados no período, o que representa crescimento de 5,6% em comparação com o mesmo trimestre de 2024.
O rendimento médio do trabalhador roraimense também apresentou avanço. No quarto trimestre de 2025, chegou a R$ 3.319,75, o segundo maior da Região Norte.
Em 2024, o valor era de R$ 2.742, o que representa aumento significativo e ganho real no poder de compra.
O secretário estadual de Planejamento e Orçamento, Rafael Fraia, afirmou que os números confirmam a consistência do crescimento econômico.
“Os dados demonstram a solidez do mercado de trabalho em Roraima. Além da redução do desemprego, tivemos aumento expressivo no número de pessoas ocupadas e melhora no rendimento médio. Isso é resultado de um ambiente econômico mais favorável e de políticas públicas baseadas em planejamento e monitoramento permanente”, explicou.
A coordenadora-geral de Estudos Econômicos e Sociais, Jádila Andressa Gomes da Silva, destacou que os indicadores mostram um mercado mais estruturado.
“Observamos não apenas a geração de empregos, mas também uma presença significativa de trabalhadores com ensino médio e superior, além de melhores níveis de remuneração em áreas mais qualificadas. Isso indica avanços importantes na estrutura econômica do estado e sinaliza potencial de crescimento sustentável”, ressaltou.
Os dados mostram ainda que o setor de serviços continua sendo o principal motor da geração de empregos, com destaque para comércio, educação, saúde e administração pública.
Além disso, o perfil da população ocupada revela predominância de trabalhadores em idade produtiva, especialmente entre 25 e 59 anos, reforçando a força da mão de obra local.
