Preso desde 14 de abril na Operação Conluio, o delegado da Polícia Civil Rick da Silva e Silva é acusado pelo Ministério Público de Roraima (MPRR) de inventar que o Primeiro Comando da Capital (PCC) planejava atacar os filhos de um casal para pressionar uma mulher a prestar depoimento contra o marido.

A acusação consta em uma das duas denúncias apresentadas pelo órgão contra o policial por supostos crimes cometidos ao longo de 2025. Segundo o documento, a vítima foi submetida a pressão psicológica durante a investigação. O relato afirma que ela chorava e chegou a colocar as mãos nos ouvidos enquanto ouvia as declarações do delegado.

Na mesma denúncia, o MPRR aponta que Rick levou medicamentos encontrados durante uma busca e apreensão realizada em 24 de março, incluindo ampolas de deposteron e canetas de GH. De acordo com a acusação, ele determinou que uma escrivã não registrasse os itens no auto de apreensão.

O Ministério Público também sustenta que o marido da mulher foi interrogado por volta de 0h40, sem situação de flagrante nem consentimento adequado.

Em outra denúncia, o delegado é acusado de tentar entrar sem mandado judicial em uma residência no bairro Nova Vitória, em Rorainópolis, no sul do estado, em 13 de agosto de 2025. A diligência buscava um suposto aparelho de som furtado.

Vídeos gravados pela esposa do morador registraram frases atribuídas ao delegado, entre elas: “Já pedi o mandado de busca e apreensão e sua prisão, tá?” e “Eu vou arrombar essa casa aí amanhã, tu vai ver. Vou te pegar”.

Nas duas denúncias, o Ministério Público atribui ao policial crimes como abuso de autoridade, peculato, falsidade ideológica e constrangimento de preso. Em depoimento, Rick confirmou ter feito as declarações registradas em vídeo, mas negou tentativa de entrada ilegal no imóvel.

Com informações do Metrópoles