O comércio de Roraima deve movimentar R$ 18,05 milhões com as vendas do Dia dos Pais em 2026, segundo estimativa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio). O valor representa crescimento real de 2,5% em relação ao ano passado e será o maior resultado da série histórica iniciada em 2005.
De acordo com a entidade, o desempenho acompanha o cenário nacional, já que a data é a quarta mais importante do calendário comemorativo do varejo brasileiro em movimentação financeira.
O presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac-IFPD/RR, Ademir dos Santos, afirmou que o avanço ocorre em um ambiente de queda do desemprego e aumento do emprego formal em Roraima, mas ressaltou que o consumidor apresenta sinais de cautela.
“O consumidor roraimense está menos otimista do que há um ano e o endividamento das famílias permanece em patamar elevado”, destacou.
Segundo a Assessoria Econômica da Federação do Comércio, parte da expectativa de crescimento está relacionada ao mercado de trabalho. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que a taxa de desocupação em Roraima ficou em 5,7% no primeiro trimestre de 2026, o menor índice para um primeiro trimestre desde o início da série, em 2023.
O resultado ficou abaixo dos 7,5% registrados no mesmo período do ano passado, mas acima dos 4,7% observados no último trimestre de 2025.
No mercado formal, os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que Roraima encerrou o primeiro semestre de 2026 com saldo positivo de 1.938 empregos com carteira assinada.
Pesquisa da Vetra Consultoria aponta que roupas e acessórios lideram a intenção de compra dos consumidores de Boa Vista para o Dia dos Pais, com 40,7% das preferências. Perfumes e cosméticos aparecem em seguida, com 23,5%. As duas categorias somam 64,2% da intenção de compra.
O levantamento indica ainda que o gasto médio com o presente deve ficar em torno de R$ 200. Já a cesta de bens e serviços relacionada à data deve ter alta de 5,8% em 2026, segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio (CNC), acima da inflação geral estimada para o período, de 5,0%.
Entre os produtos pesquisados, os maiores aumentos esperados são para computadores (+11,9%), perfumes (+9,8%) e livros (+7,8%). A previsão indica queda nos preços de aparelhos de som (-3,7%), televisores (-0,8%) e bebidas alcoólicas (-0,4%).
