Um médico de 37 anos investigado por envolvimento com uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas foi preso em Boa Vista nesta terça-feira (26), durante a 8ª fase da Operação Destroyer — The Breach, coordenada pela Polícia Civil de Goiás.
Segundo a investigação, o grupo também é investigado por comércio ilegal de armas de fogo, lavagem de dinheiro e falsificação de documentos públicos.
O investigado é natural de Aracaju, em Sergipe, e estava em Roraima desde o dia 19 de maio, conforme apurado pelas equipes policiais.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontam que o médico pretendia ingressar no programa Mais Médicos para atuar em comunidades indígenas no estado.
O homem foi localizado em um hotel situado na região central de Boa Vista. Contra ele havia um mandado expedido pela 4ª Vara das Garantias da Comarca de Goiânia em investigação relacionada ao tráfico de drogas.
Durante a operação, os policiais também apreenderam aparelhos eletrônicos considerados de interesse para o avanço das investigações. Segundo a corporação, os materiais foram lacrados e recolhidos conforme os protocolos de preservação da cadeia de custódia e passarão por análise pericial.
“Essa integração entre as polícias civis fortalece o combate ao tráfico de drogas e aos crimes relacionados à atuação dessas organizações criminosas. O compartilhamento de informações e o apoio operacional são fundamentais para ampliar a efetividade das investigações”, destacou o titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), Julio Cesar da Rocha.
A operação foi deflagrada simultaneamente em vários estados brasileiros e tem como objetivo desarticular uma organização criminosa com atuação estruturada e ramificações interestaduais, inclusive na região de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, área de fronteira com o Paraguai.
Após a prisão, o investigado foi encaminhado para a sede da DRE, onde o mandado de prisão temporária foi formalizado. Ele deve passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (27).
O cumprimento da ordem judicial foi comunicado à Justiça local e à Polícia Civil de Goiás, responsável pelo acompanhamento das medidas relacionadas à operação.
