A Roraima Energia solicitou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o repasse de R$ 10,4 milhões em parcela única por meio da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) para compensar custos com a sobrecontratação de energia da termelétrica Novo Tempo Barcarena, com capacidade instalada de 630 megawatts (MW), pertencente à New Fortress Energy (NFE).
O contrato com a usina, que representa mais de 22% do portfólio da distribuidora, passou a ser liquidado no Mercado de Curto Prazo (MCP) ao Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) em razão da ausência de conexão com o Sistema Interligado Nacional (SIN) até setembro de 2025. Segundo a empresa, os mecanismos existentes, como o Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits (MCSD) e a própria CCC, não absorveram integralmente o impacto financeiro.
O primeiro pedido de medida cautelar foi apresentado em novembro de 2025 e negado pelo diretor da Aneel Willamy Frota, que defendeu o tratamento dos valores por meio da Conta de Variação de Valores de Itens da Parcela A (CVA), com processamento em janeiro de 2026 e repasse tarifário parcelado. A Roraima Energia argumenta que esse modelo não contempla integralmente os custos referentes a novembro e dezembro de 2025, o que motivou o pedido de repasse excepcional em parcela única.
A distribuidora foi adquirida em 2025 pela Âmbar Energia, empresa do grupo J&F, mas a operação ainda depende da conclusão de trâmites regulatórios. Segundo a companhia, o repasse é essencial para garantir o equilíbrio financeiro do portfólio de contratos ao longo de 2026, sem comprometer as chamadas receitas gerenciáveis.
